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De Davos à Berrini. A tecnologia está no centro das preocupações das empresas de todos os setores. O que é ótimo, mas muita gente está confundindo tecnologia com inovação. É aí que as coisas podem ficar meio perigosas.

Tecnologias ficam obsoletas. E esta obsolescência muitas vezes chega no atropelo — as empresas gastam um caminhão de dinheiro com uma tecnologia que, de repente, deixa de ser usada. E se veem presas a um investimento inútil.

Inovação é outra coisa. É o processo permite que o investimento em tecnologia ocorra de forma estratégica.

Muitas empresas que eram as “mais tecnológicas” de seu tempo já foram parar no limbo da história. Se você pegou a internet do início dos anos 2000 deve se lembrar dos CDs de instalação da America Online. Quando a AOL se uniu à Time Warner, muita gente considerou que elas formariam a maior empresa de mídia do planeta.

Mas a tecnologia de discadores que movia a AOL subitamente tornou-se obsoleta. Ninguém mais usa internet discada, e a fusão AOL-Time Warner, avaliada em US$ 164 bilhões, é hoje vista como uma das mais fracassadas da história. A tecnologia caiu em desuso, e a AOL não se manteve inovadora.

Tecnologia X Valor da inovação

Muitos exemplos ao longo da história mostram que quem domina um novo mercado não é necessariamente o criador daquela tecnologia.

Um novo mercado tende a ser dominado por quem compreende o valor da inovação. Ou seja: não é a tecnologia em si — mas a diferença que ela faz na vida das pessoas e dos clientes.

  • A Uber não inventou a tecnologia de pedir táxi por aplicativo de celular. Mas foi a primeira a identificar valor em conectar passageiros a motoristas comuns. Criou um mercado gigantesco para si própria.
  • O primeiro computador doméstico foi vendido por uma empresa chamada MITS, em 1974. Mas foi a Apple e a IBM que descobriram formas de comercializar os computadores de forma massiva.
  • A tecnologia de gravação de vídeos foi inventada em 1950, pela empresa Ampex. Mas o mercado de fitas foi dominado por nomes como Sony e JVS, quase duas décadas depois.

Estratégia do Oceano Azul

Conheça a Estratégia do Oceano Azul para negócios (Foto: Pixabay)

Os pioneiros da tecnologia trilham os primeiros passos. Mas quem cria novos mercados são as empresas que encontram o valor da inovação.

Esta é uma das premissas da “Estratégia do Oceano Azul”, criada por Chan Kim e Renée Mauborngne (em livro de mesmo nome).

Eles pregam que as empresas devem parar de se ocupar dos concorrentes. E passar a se preocupar em criar mercados inteiramente novos, onde vão poder nadar de braçada (como em um oceano azul).

“A principal lição para migrar dos disputados mercados já existentes — que enxergamos como mares vermelhos, cheios de tubarões — para mercados totalmente novos, oceanos azuis sem concorrência e com crescimento exponencial, é que você deve focar no valor da inovação. E não na tecnologia per se“.

Como criar valor para a sua inovação

Como saber se você está criando valor para a sua inovação? Kim e Mauborgne dão algumas dicas, que podem criar os empreendedores nessa estratégia:

  1. Aquilo que você oferece está tornando a vida dos clientes dramaticamente mais simples, produtiva, eficiente, ou divertida e estilosa?
  2. A sua oferta reduz o risco dos seus clientes? Estes riscos podem ser financeiros, físicos ou emocionais (inclusive de reputação).
  3. A sua oferta oferece uma grande vantagem em termos de sustentabilidade, incluindo consciência social, de alguma forma que seus clientes valorizam?

E, por fim:

  • 4. Cobre um preço que garanta que a massa de clientes que você tem em potencial não só desejem o seu produto. Mas sejam capazes de pagar por ele.

Como ter uma empresa inovadora

Para ter uma empresa inovadora, o ponto central não é a tecnologia. São as pessoas.

A inovação deve ser um processo e estar ligada diretamente ao modelo de negócios da empresa. Dentro de uma empresa tradicional, colocar isso em implica em adotar uma cultura voltada para o mindset digital.

É um caminho difícil, que passa por encontrar um propósito, mudar a forma de criar produtos e até de olhar para os problemas da organização. Mas é possível de ser trilhado.

Mais ainda: é necessário. As empresas que não se adaptarem para o digital tendem a ser engolidas pela irrelevância. E correm o risco de serem elas próprias obsoletas.

O programa Setup Innovation, do Conquer Labs, prepara as organizações para enfrentar o mundo digital. A mudança de mindset impacta as pessoas, que transformam as organizações.

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Naiady Piva

Naiady Piva

Coordenadora de marketing do Conquer Labs. Jornalista apaixonada por tecnologia e inovação.

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