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Nunca foi tão fácil acessar conteúdos relacionados a inovação. Em uma pesquisa rápida no Google são aproximadamente 63.700.000 resultados em 0,67 segundos – que vão desde definições, exemplos, conceitos e notícias; até receitas milagrosas de como trabalhar inovação dentro de uma organização.

Então por que uma especialista em recursos humanos (RH) também vai falar de inovação? Porque tenho presenciado muitas empresas dizendo que estão em processo de inovação e de transformação, quando na verdade estão investindo alto em tecnologia e esquecendo-se do seu principal ativo – as pessoas.

Resultado: muito investimento e pouco resultado.

Não existe inovação sem falar de pessoas.

A transformação digital não é somente tecnológica e também não é algo para o futuro. Já está acontecendo e já mudou as relações de trabalho, de consumo, de vida. Assim, me deparei com a urgência de falar de inovação, transformações e de pessoas dentro da perspectiva de uma profissional de RH.

A transformação digital “ideal”

Qual seria o melhor cenário para a transformação digital dentro de uma empresa? A expectativa é que as pessoas não vejam essas transformações como ameaças. E que as lideranças das empresas permaneçam engajadas, encarando as mudanças como uma oportunidade de desenvolvimento.

O primeiro passo para atingir este objetivo: o assunto não pode sair da pauta.

O calcanhar de Aquiles da inovação

Os desafios de adaptação são muitos, e o caminho não é linear. Precisamos tocar no “calcanhar de Aquiles” das empresas e assumir uma realidade:

Todos os segmentos no mercado estão sendo impactados pelas transformações digitais. Eu digo: todos! Então, encare isso de uma vez por todas. Passou da hora de sair do discurso e ir para a prática

Estruturas burocráticas e hierárquicas não funcionam mais. As chances de sobrevivência das  empresas que não se adaptarem, nos próximos anos, são inexistentes.

Gestão de pessoas 4.0: a gestão com propósito

As relações são efêmeras, por isso a necessidade de propósito, confiança. A gestão 4.0, baseada no propósito, segue um novo conjunto de valores:

  • Gerir pessoas com base no controle e no comando não reverbera mais. As pessoas precisam de autonomia e de espaço para colocar em prática suas competências e talentos.
  • O modelo de gestão que separa os que têm poder dos que não têm bloqueia tudo o que é novo, qualquer tipo de inovação e transformação.
  • Mentalidade focada no curto prazo e na punição do erro promove uma cultura imediatista e de medo, antídoto para qualquer transformação.

Esse caminho não tem volta. Entender essa dinâmica e saber que é uma missão desafiadora e que exigirá comprometimento e disciplina de todas as pessoas envolvidas é o segredo da mudança.

Quando falo de mudança aqui é, sobretudo, mudança de comportamento. E, falar de mudança de comportamento nas empresas é falar de cultura organizacional – tema que exige um próximo post.

Entenderam por que não podemos falar de inovação sem tratar das pessoas?


Este texto de Maria Angélica de Carvalho integra a sessão de artigos do blog do Conquer Labs, em que profissionais de renome do mercado são convidados a escrever sobre inovação.

Maria Angélica de Carvalho

Maria Angélica de Carvalho

Formada em Administração de Empresas, com MBA em Gestão Empresarial pela FGV e especialização em Gestão Estratégica de Pessoas pela FIA/USP. Nos últimos 15 anos assumiu posições gerenciais na área de desenvolvimento organizacional e implantação de modelo integrado de gestão estratégica de pessoas de empresas nacionais e multinacionais.

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